22 maio, 2006

 

A arte da fotografia artesanal


Pinhole Day - Técnica de fotografia artesanal é praticada por alunos da UniNilton Lins

Por: Louridana Costa
Fotógrafos apaixonados pela profissão não se encantam com a tecnologia, para eles o que vale é o trabalho artesanal e a criatividade. Pensando nisso, no último dia 30 de Abril, os estudantes de Jornalismo do Centro Universitário Nilton Lins, Alexandre Fonseca e Ione Moreno, que também atuam como profissionais da fotografia, realizaram, pela primeira vez em Manaus, o Pinhole Day, valorizando a fotografia por meio do Pinhole ou Orifício, não deixando que a técnica seja esquecida.
A técnica antiga usa câmeras obscuras feitas de caixa de papelão, latas de leite ou qualquer outro material que se possa vedar, deixando apenas um orifício feito com agulha ou espinho, por onde possa passar a luz que vai sensibilizar o papel fotográfico.

Em Manaus o registro fotográfico aconteceu no Largo São Sebastião e na Av. Eduardo Ribeiro e os resultados foram expostos na feira de artesanato da Av. Eduardo Ribeiro no Centro da Cidade.

Segundo Alexandre Fonseca, ainda como parte das atividades, no dia 5 de Maio, ocorreu a “jornada fotográfica” nas áreas ribeirinhas de Manaus e no dia 12 de Maio (sexta feira) acontecerá o encerramento Pinhole Day no Centro Integrado de Apoio à Criança e ao Adolescente (Ciaca) da Secretaria Municipal de Infância e Juventude de Manaus (Seminf) com uma “Mostra cultural”, levando ao conhecimento da população as técnicas utilizadas.

Os responsáveis pela atividade trabalham com crianças em situação de risco do Ciaca, , onde, periodicamente, desenvolvem uma oficina chamada “A escrita da luz”.
Para Alexandre, que cursa o segundo período do curso de jornalismo, a fotografia com a técnica pinhole ou orifício é simples, porém tem a necessidade de uma logística. “Para isso tivemos o apoio do Ciaca que abriu suas portas para o uso do laboratório, disponibilizou papel fotográfico e produtos químicos para a revelação”, declarou Alexandre esclarecendo ainda o que ocorre hoje com as máquinas fotográficas de alta tecnologia. “A automecanização faz com que as pessoas aprendam simplesmente a apertar o botão disparador de uma digital não conhecendo o básico da projeção da imagem, de como a foto é realmente feita. Com isso o fotógrafo a não cria e a não pensa na luz”, concluí.

Essa iniciativa foi matéria da revista Photo Magazine, edição número 7 do mês de abril de 2006.

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